Stock: Presidente da CBA omite doping de Salustiano

O presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo, Paulo Scaglione, preferiu não divulgar qual foi a substância ilegal utilizada por Paulo Salustiano, piloto da Stock Light que, na prova de São Paulo realizada no dia 13 de abril, foi flagrado no exame antidoping.

O piloto alegou ter usado a substância finasterida, utilizada para prevenir a calvície, mas oficialmente essa versão não é confirmada. Salustiano acabou suspenso por 30 dias, partindo da data do evento, e perdeu todos os pontos que conquistou durante o período.


Em entrevista ao site Grande Prêmio, o presidente da CBA preferiu dar o caso como encerrado, julgando que a divulgação da informação seria motivo de “celeuma”. Scaglione ainda disse ter feito “a parte dele”.


A decisão da CBA de não revelar a substância utilizada pelo piloto fere o artigo 13.2 do regulamento antidoping da Federação Internacional de Automobilismo, que prevê que o doping deve ser divulgado. Veja o que diz o artigo:


“Não mais tarde do que vinte dias depois que tenha sido determinado em audiência, de acordo com o artigo 8, que uma violação da regra antidoping tenha ocorrido, ou tal audiência tenha sido renunciada, ou a alegação de violação da regra antidoping não tenha sido confrontada em tempo, a Organização Antidoping responsável pelo gerenciamento dos resultados deve publicamente relatar a natureza da violação antidoping”.


Scaglione não comentou possíveis sanções da FIA por ter infringido o regulamento.


Fonte: GazetaEsportiva.Net

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