Stock: Xandinho não descarta correr na abertura da Stock Car

Piloto recebe alta e inicia recuperação depois do acidente nos treinos em Piracicaba

Xandinho Negrão recebeu alta nesta manhã e deixou o Hospital Albert Einstein, onde foi operado da clavícula esquerda na véspera em função do acidente sofrido na quarta-feira durante os treinos da Stock Car na pista do Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo. Depois da avaliação final do dr. Eduardo Benegas, especialista em cirurgia de ombro e cotovelo, Xandinho seguiu para sua residência em Campinas a fim de iniciar o rigoroso repouso determinado pela equipe médica.

A estimativa do especialista é que a recuperação do osso fraturado leve de quatro a seis semanas, o que poderia deixar Xandinho fora da abertura do calendário da Stock Car no dia 27 de março em Curitiba. Embora admita a possibilidade de perder a prova, Xandinho se diz otimista e promete acatar fielmente as recomendações médicas para conseguir alinhar no grid na capital paranaense. “Os primeiros 20 dias são de completa inatividade. Depois, a velocidade da recuperação é que vai estabelecer os prazos”, disse.

Durante o período em que permaneceu no hospital, Xandinho recebeu a visita de amigos, colegas e dirigentes esportivos, como o diretor-geral da Medley, Decio Decaro, o companheiro de equipe Marcos Gomes, os pilotos Bia Figueiredo e Tuka Rocha, Maurício Slaviero, executivo da Vicar (empresa promotora da Stock Car), além de atender a inúmeros telefonemas de pessoas desejando pronto restabelecimento. A primeira chamada, aliás, foi de Felipe Massa, que ligou para Xandinho quando ele ainda estava na ambulância a caminho do aeroporto de Piracicaba e do helicóptero que o transportaria a São Paulo. “Ele soube do acidente pela Internet e ligou da Europa”, contou.

Xandinho passou por um dos maiores sustos de sua carreira no circuito do interior paulista. Ele estava seguindo as orientações do diretor-técnico Maurício Ferreira e andando sem preocupação em virar rápido, mas apenas checar se o problema de vazamento de óleo do motor, que afetou a categoria em algumas provas do ano passado, estava solucionado. Com pouco mais de 20 minutos da abertura da pista, Xandinho passou direto no fim da reta principal, bateu forte no barranco, decolou e caiu atrás do alambrado que delimita o traçado. “Quando apertei o pedal, apenas os freios traseiros responderam, mas logo eles também deixaram de funcionar. E ainda tive de sair da melhor trajetória para evitar um choque mais forte porque vi algumas pessoas no prolongamento da pista”, explicou.

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