Truck: Caminhão de Roberval perde a roda a mais de 180 km/h na etapa cearense

Piloto paulista perde segundo lugar na corrida e mantém vice-liderança do campeonato, que agora é comandado pelo vencedor Geraldo Piquet.

Um susto encerrou a atuação de Roberval Andrade na quarta etapa do Campeonato Brasileiro de Fórmula Truck, neste domingo (1º). O paulista perdeu a roda dianteira esquerda de seu Scania ao final da reta dos boxes na 46ª volta, quando era segundo colocado. O caminhão saiu da pista e ficou atolado na caixa de brita, enquanto a roda solta rompeu o muro existente ao final da área de escape do Autódromo Internacional Virgílio Távora, em Fortaleza.


“Na hora, eu temi pelo pior, fico feliz por ninguém ter se machucado. Uma roda escapando a mais de 180 quilômetros por hora poderia trazer conseqüências sérias. Felizmente, o prejuízo foi só material e mínimo”, disse. Roberval acredita que a quebra do cubo, que o fez perder da roda, tenha sido causada pelas várias ondulações do traçado cearense. “Eu vinha tentando virar rápido para encostar no líder, ataquei muito a zebra, isso pode ter favorecido a quebra”, ponderou.


Quatro no grid, Andrade era segundo quando abandonou. Seu caminhão, que leva o número 15 e as logomarcas de Scania, Knorr-Bremse, BorgWarner, Guerra, Frum, Rodafuso, KS, Mann Filter, Tanesfil, Banco PanAmericano, CCE, Intel, Niju e Consórcio Nacional Scania, ficou parado em posição de risco, o que ocasionou a intervenção do Pace Truck. A corrida terminou sob bandeira amarela com vitória de Geraldo Piquet, da Mercedes-Benz, que largou da pole.


Apesar do problema, que o deixou 19 pontos atrás de Piquet – agora líder do campeonato –, Andrade identificou fatores positivos em sua atuação na etapa cearense. “Conquistei nove pontos e continuo na vice-liderança. Aqui, perdemos a batalha, mas não a guerra”, disse, em alusão à disputa pelo título. “Em São Paulo, a gente pode virar o jogo”, continuou, citando a prova de 6 de julho no circuito de Interlagos, onde venceu duas vezes, nas temporadas de 2004 e 2006.


O pernambucano Beto Monteiro, companheiro de Andrade na Roberval Motorsport, também abandonou a corrida. Ele figurava em terceiro, na 35ª volta, quando perdeu rendimento. Lento, tomou o caminho dos boxes, onde constatou-se que o módulo de gerenciamento eletrônico de seu caminhão havia se soltado. Segundo o piloto, seu problema foi, igualmente, decorrente das muitas ondulações que o traçado de 1.780 metros impõe.


“Essa foi a maior judiação de todas. É o terceiro pódio seguido que eu perco por causa de problemas atípicos”, lamentou o pernambucano, que venceu a primeira corrida do ano. “Eu estava na briga, fiz a volta mais rápida da prova, tinha tudo para fazer uma corrida muito boa. Menos mal é que ganhei uma posição no campeonato com os pontos da bandeira amarela programada”, contemporizou o piloto, que era segundo à 12ª volta, na intervenção habitual do Pace Truck.


Para Pedro Muffato, outro piloto que compete com um caminhão Scania, a etapa cearense também terminou mais cedo. O paranaense da MP Motorsport abandonou na 23ª volta, quando era 12º, após um acidente com o paulista Vinicius Ramires. “Fiz a tomada da curva e levei a pancada do Vinicius. Se meu caminhão não estivesse ali, acho que ele passaria direto. Tanto é que, mesmo me batendo, acabou passando direto”, comentou.


Vencedor da etapa cearense em 2006, Muffato havia largado em 20º. “Eu vinha tranqüilo, estava com o caminhão numa condição bem melhor que durante os treinos, em que não fui competitivo. Na corrida, eu vinha para pontuar, com certeza”, manifestou o piloto paranaense, que leva no Scania número 20 as cores e logomarcas de Autotrac, Coopavel, Muffatão, TanKsul, Fras-le, Mahle, DSR Log, Faculdade Assis Gurgacz e Tuzzi.

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