WTCC: “Vovô” campeão começa ano com otimismo discreto

Gabriele Tarquini lamenta falta de testes de pré-temporada e dinheiro mais curto.

Mais velho campeão da história dos campeonatos promovidos pela Federação Internacional de Automobilismo, o italiano Gabriele Tarquini mantém um otimismo mais do que discreto às vésperas da abertura da temporada do WTCC – Mundial de Carros de Turismo em Curitiba. Aos 48 anos, completados nesta segunda-feira, Tarquini reconhece que não será fácil conservar o título conquistado em 2009. Nesta sexta-feira, por exemplo, embora como melhor representante da SEAT, ficou apenas em 6º lugar, a mais de um segundo da BMW 320 si de Augusto Farfus, o mais veloz do dia.

“Corro agora por uma equipe independente, sem os mesmos recursos financeiros do time oficial da SEAT do ano passado. Não fizemos um único teste da segunda metade do ano passado para cá. Ainda acredito que a BMW é a marca a ser batida e a Chevrolet cresceu bastante com a chegada do Yvan Muller em 2009”, justificou Tarquini. Depois do bicampeonato de 2008 e 2009, a SEAT decidiu se retirar da categoria e passou apenas a dar suporte técnico às equipes que defendem as cores amarela e vermelha nas pistas.

Sobrevivente de algumas mais notórias cadeiras-elétricas já vistas na Fórmula 1, como AGS, Osella e Fondmetal, equipes pelas quais passou entre os anos 80 e 90, Tarquini parece não dar muita importância ao título de mais velho campeão da história da FIA. “Na verdade, me sinto muito jovem quando estou ao volante. Sei que tenho idade para ser pai do Augusto Farfus, mas isso não me incomoda. Até gosto de competir com os jovens. Nem me vejo numa situação diferente dos demais pilotos. O carro do WTCC exige mais do aspecto mental que físico. Então, acho que ainda posso me manter em atividade por vários anos. Na Austrália e nos Estados Unidos, é normal ver pilotos com mais de 50 anos competindo normalmente. De qualquer forma, não nego que seja motivo de orgulho ter sido campeão aos 47”, lembrou.

Tarquini guarda uma boa relação com o Autódromo Internacional de Curitiba – Pinhais, onde ganhou corridas nos últimos dois anos. “O carro também se dá muito bem neste traçado”, disse, com modéstia, enaltecendo as qualidades do SEAT León TDi. Sem ter passado pelos testes de pré-temporada em Algarve (Portugal) e Valência (Espanha), entra na pista neste fim de semana com metas realistas e até modestas para um piloto que ocupa o trono do Mundial de Turismo. “Ficaria feliz de subir ao pódio”, resumiu.

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